domingo, 24 de agosto de 2008

Beijing-Pequim 08 ... London-Londres 12

Cada cor dos anéis olímpicos representa um continente: Azul-Europa, Amarelo-Ásia, Preto-África, Verde-Oceania e Vermelho-América. Foi,é e será a união do mundo em torno do desporto. Que nao perca a essência.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

XLVIII

"Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvores, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo."
(Alberto Caeiro)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

???

Júlia de Oliveira.
Questão: quem foi?

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Instante

"Vive o instante que passa. Vive-o intensamente até à última gota de sangue. É um instante banal, nada há nele que o distinga de mil outros instantes vividos. E no entanto ele é o único por ser irrepetível e isso o distingue de qualquer outro. Porque nunca mais ele será o mesmo nem tu que o estás vivendo. Absorve-o todo em ti, impregna-te dele e que ele não seja pois em vão no dar-se-te todo a ti. Olha o sol difícil entre as nuvens, respira à profundidade de ti, ouve o vento. Escuta as vozes longínquas de crianças, o ruído de um motor que passa na estrada, o silêncio que isso envolve e que fica. E pensa-te a ti que disso te apercebes, sê vivo aí, pensa-te vivo aí, sente-te aí. E que nada se perca infinitesimalmente no mundo que vives e na pessoa que és. Assim o dom estúpido e miraculoso da vida não será a estupidez maior de o não teres cumprido integralmente, de o teres desperdiçado numa vida que terá fim."

(Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente IV')

domingo, 17 de agosto de 2008

O que é que a baiana tem?

"Desde que em 1938 Carmen Miranda cantou 'O Que É Que a Baiana Tem?' que a regra se fixou: a obra de Dorival Caymmi soaria sempre mais familiar na voz dos outros. 120 músicas depois, o génio da música popular brasileira calou-se, mas continua a ouvir-se em toda a parte. Tinha 94 anos " ( in DN)


sábado, 16 de agosto de 2008

P'ra além das ruas

No dia em que Obikwelu não foi apurado para a Final dos 100m e anunciou o fim da sua carreira; no dia em que três homens encapuzados tentaram assaltar à mão armada um feirante de ouro em Ermesinde; no dia em que a volta a Portugal chegou à Torre com um tempo hà muito não visto; no dia em que o mundo continua a acontecer..deixemos um pouco o "nome das ruas a marinar", para ouvirmos uma sra que faz hoje 50 anos, e que diz: "Podemos conseguir fazer o que quisermos!"
Acrescento: Acreditar.Sonhar.Lutar.Perder.Ganhar.Ser.Viver.
Sras e srs, Madonna:

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Augusto Hilário

Augusto Hilário, nascido em Viseu no ano de 1864, foi o cantor que deu ao fado de Coimbra a forma-base que ainda hoje se mantém, o primeiro estilista do género. Estudante de medicina, actor, cultor da boémia e do romance, acompanhava-se à guitarra e escrevia os seus próprios poemas, embora musicasse igualmente contemporâneos seus como Guerra Junqueiro, António Nobre, João de Deus ou Teixeira de Pascoaes. Senhor de uma linda voz, de barítono, segundo uns, de tenor, segundo outros, as suas aparições em público eram sempre aclamadas.
Falecido prematuramente em 1896,ficou imortalizado no célebre Fado Hilário que até Amália gravou. Mas não serão muitos aqueles que identificarão o Fado Hilário com uma pessoa que existiu realmente.





O jornal O Primeiro de Janeiro recorda assim: " O Hylário, o querido boémio das serenatas alegres e doidejantes, improvisou durante o sarau esta quadra (...) e seguidamente ajoelhou e atirou (...) a sua mágica guitarra que ainda vibrava (...). Os espectadores pediram mais trovas".