quarta-feira, 26 de novembro de 2008

quando está frio

"Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas

O natural é o agradável só por ser natural.
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar —
No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo."

Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos

terça-feira, 25 de novembro de 2008

mano,the love of my life

irmão,não fiques com inveja.. acredita na/luta pela amizade profunda e verdadeira.
conselho de irmã mais velha :)

foi,é,será

"É acreditando nas rosas que as fazemos desabrochar" (Anatole France)

domingo, 23 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

René François Ghislain Magritte

21 de Novembro de 1898, Lessines - 15 Agosto de 1967, foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Muita da sua pintura assemelha-se a: “Nenhum objecto é cristalizado com o seu nome assim irrevogavelmente que se não pode encontrar outro que o serve para melhorar”.






Talvez o que o tenha tornado famoso até hoje seja o seu intrigante cachimbo que não é. Nas suas palavras: “Um intelectual é aquele que ao ouvir a palavra cachimbo pensa em Magritte”.










Mas o seu trabalho não se resume a isso, porque “A mente ama o desconhecido. Ela ama as imagens de significados ocultos, desde que desconhecemos o significado da própria mente”. E isso é cristalinamente perceptível ao vislumbrarmos os Amantes.











Magritte, gostava dos chapéus-coco, facto muito presente em diversas telas, como na The son of a Man, e essa característica tem muito em comum com a personagem do livro chamado A insustentável leveza do ser (de Milan Kundera), mas só isso, porque "um objecto nunca serve como função da sua imagem - nem em seu nome". Pensar que "tudo o que vemos esconde alguma coisa, e nós desejamos sempre ver algo que está escondido por aquilo que vemos".










quinta-feira, 20 de novembro de 2008