"Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos é sonhar mais."
(Marcel Proust)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Poeminha Tentando Justificar Minha Incultura
"Ler na cama
É uma difícil operação
Me viro e reviro
E não encontro posição
Mas se, afinal,
Consigo um cómodo abandono,
Pego no sono."
(Millôr Fernandes, in "Pif-Paf")
É uma difícil operação
Me viro e reviro
E não encontro posição
Mas se, afinal,
Consigo um cómodo abandono,
Pego no sono."
(Millôr Fernandes, in "Pif-Paf")
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
a festa do silêncio
"Escuto na palavra a festa do silêncio.
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.
Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta. "
(António Ramos Rosa, in "Volante Verde")
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.
Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta. "
(António Ramos Rosa, in "Volante Verde")
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
dormir.sonhar.não despertar.acordar
"Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei. Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar."
(Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" )
Que coisas eu sonhei. Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar."
(Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" )
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