sábado, 21 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
qualquer tempo
"Qualquer tempo é tempo.
A hora mesma da morte
é hora de nascer.
Nenhum tempo é tempo
bastante para a ciência
de ver, rever.
Tempo, contratempo
anulam-se, mas o sonho
resta, de viver."
(Carlos Drummond de Andrade, in 'A Falta que Ama' )
A hora mesma da morte
é hora de nascer.
Nenhum tempo é tempo
bastante para a ciência
de ver, rever.
Tempo, contratempo
anulam-se, mas o sonho
resta, de viver."
(Carlos Drummond de Andrade, in 'A Falta que Ama' )
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
notícia

O SND (Society for News Design) voltou a premiar o Expresso com o World's Best Designed Newspaper de 2008, pelo segundo ano consecutivo.
Este título foi conseguido em conjunto com mais três jornais europeus, o "Akzia" de Moscovo, Russia, o "Eleftheros Tipos" de Atenas, Grécia e o "Welt am Sonntag" de Berlim, Alemanha, e um do México, o "The News" da cidade do México.
Este título foi conseguido em conjunto com mais três jornais europeus, o "Akzia" de Moscovo, Russia, o "Eleftheros Tipos" de Atenas, Grécia e o "Welt am Sonntag" de Berlim, Alemanha, e um do México, o "The News" da cidade do México.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
ode à paz
"Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!"
Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!"
Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"
sábado, 14 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
the day
"Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo."
(Ricardo Reis, in "Odes")
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