segunda-feira, 19 de julho de 2010

fim do dia

"Aquieta-se o silêncio na folhagem,
que em árvores teceu amor antigo;
sobressalto transposto da viagem
que o dia rumoroso fez consigo.

O coração, que é sombra na paisagem,
dá às palavras vãs outro sentido;
e é murmúrio desfeito na aragem,
que do entardecer recolhe abrigo.

Ares assim se fazem de uma luz
que torna como baço o sol poente;
e o coração à estrema se reduz,
como o dia se volve mais ausente.

Recolhem-se as palavras no vagar
que dia nem fulgor nos podem dar."


(Luis Filipe Castro Mendes, in "Viagem de Inverno")

domingo, 18 de julho de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

fire?ligth

"Quem acende uma luz é o primeiro a beneficiar-se da claridade"
(Gilbert Chesterton)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

alta noite


"Nenhuma pessoa sozinha ia
Nenhuma pessoa vinha"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

sensibilidade humanizada

"Santo Deus, que entroncamento esta vida!
Tive sempre, feliz ou infelizmente, a sensibilidade humanizada.
E toda a morte me doeu sempre pessoalmente,
Sim, não só pelo mistério de ficar inexpressivo o orgânico,
Mas de maneira directa, cá do coração.
(..)
Afinal que coisa a pensar com o sentimento distraído"

(Álvaro de Campos, in "Poemas", Heterónimo de Fernando Pessoa)

terça-feira, 13 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

nos olhos

"O horizonte está nos olhos e não na realidade"(A. Ganivet)