"Aquieta-se o silêncio na folhagem,
que em árvores teceu amor antigo;
sobressalto transposto da viagem
que o dia rumoroso fez consigo.
O coração, que é sombra na paisagem,
dá às palavras vãs outro sentido;
e é murmúrio desfeito na aragem,
que do entardecer recolhe abrigo.
Ares assim se fazem de uma luz
que torna como baço o sol poente;
e o coração à estrema se reduz,
como o dia se volve mais ausente.
Recolhem-se as palavras no vagar
que dia nem fulgor nos podem dar."
(Luis Filipe Castro Mendes, in "Viagem de Inverno")
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
sensibilidade humanizada
"Santo Deus, que entroncamento esta vida!
Tive sempre, feliz ou infelizmente, a sensibilidade humanizada.
E toda a morte me doeu sempre pessoalmente,
Sim, não só pelo mistério de ficar inexpressivo o orgânico,
Mas de maneira directa, cá do coração.
(..)
Afinal que coisa a pensar com o sentimento distraído"
(Álvaro de Campos, in "Poemas", Heterónimo de Fernando Pessoa)
Tive sempre, feliz ou infelizmente, a sensibilidade humanizada.
E toda a morte me doeu sempre pessoalmente,
Sim, não só pelo mistério de ficar inexpressivo o orgânico,
Mas de maneira directa, cá do coração.
(..)
Afinal que coisa a pensar com o sentimento distraído"
(Álvaro de Campos, in "Poemas", Heterónimo de Fernando Pessoa)
terça-feira, 13 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
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